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Coluna: Basílio Neto
Idade: 30 Anosl Naturalidade: Campina Grande E-mail: basilio-neto@hotmail.com |
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Peril do colunista |
| MOICANO COM GRISALHO |
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| Ter, 31 de Janeiro de 2012 09:46 | |||||
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Está cada vez mais difícil para os jogadores que passam dos 30, mostrarem que ainda são capazes de jogar futebol de alto nível no Brasil. Há muito preconceito. A cada temporada que passa, percebemos que os times lançam no profissional jovens de 16, 17 anos, para que o menino vingue logo, e possa dar muito lucro em sua efêmera carreira. Um dia desses ouvi o polêmico comentarista e ex-jogador Neto, elogiar Marcos Assunção do Palmeiras. Com aquele sotaque caipira ele disse que Assunção bate muito bem na bola, é um bom jogador, apesar da idade avançada. Então eu pergunto: o que tem a ver a idade do cara, se ele ainda se mostra bem fisicamente e capaz de contribuir para o seu clube? Na realidade, percebo que muitos jogadores trintões e até quarentões, como Túlio Maravilha, sofrem um bullyng disfarçado em suas equipes. Um jogador do nível de Rivaldo, que manteve sua forma técnica e física, praticamente não pode mostrar o seu potencial no São Paulo. Se errasse um passe, era a idade, se deixasse o zagueiro sair jogando, era porque já está velho. Se faz um gol, dizem que até minha vó faria. Sendo assim, o jogador que quer prolongar um pouco mais a sua vida útil, precisa se preparar para enfrentar as críticas, tão somente por não ser mais um garotinho dando pedaladas em vão. É por isso que a Seleção Brasileira, de hoje, se transformou em uma medíocre seleção igual a muitas outras. Vestir a camisa amarelinha, quanto mais cedo melhor. Torna o jogador mais valorizado. Então, quando se tem um bom contato e algo parecido, convoca-se um tal de Afonso, que tanto encheu os olhos de Dunga antes da Copa de 2010. Me lembro que foi quase um escândalo à época, quando Ronaldo Nazário surgiu no time profissional do Cruzeiro, em 1993, com 16 ou 17 anos de idade. Mas quando se é craque de verdade, acaba dando certo. Esse negócio de pedalada e futebol-marketing não cola. A prova foi o maior chocolate da história, que o Barcelona deu no Santos. Aqui na Paraíba, ao que parece teremos alguns “velhinhos” atuando em 2012. O mais esperado é Edmundo, o Edgol, pelo Esporte de Patos. Nas décadas de 1990 e 2000, era febre em nosso estado, os times trazerem jogadores em fim de carreira, para brincarem por aqui. Bem antes, o Treze já havia feito Garrincha atuar com a camisa alvinegra, o Campinense trouxe Henágio em 1993, depois Marcelo Passos ex-Santos, também Jorginho Paulista em 2009. O Botafogo contratou Giovane do Vasco, o baixinho que também atuou na Seleção e quase nunca perdia um pênalti. O Belo, alguns anos atrás, contou em seu elenco com Jean Carlos, ex-Palmeiras Parmalat, que ainda joga, aos 39 anos, no Picos – PI. O Guarabira trouxe Roberto Dinamite, em fim de carreira, para um torneio início e o último grande nome famoso e veterano por aqui é Warley, que já passou pela Seleção Brasileira, e por grandes clubes do Brasil. É o futebol e suas metamorfoses. Antigamente o moleque bom de bola, não tinha vez no meio dos veteranos. Agora é o contrário. Continuo pensando que a mistura entre experiência e juventude, é indispensável para um bom time de futebol. Sempre brinco com meu irmão Giovani, quando avistamos alguns veteraníssimos jogando pelada em Campina Grande: “Aquele ali ninguém toma a bola dele”. Você pode prestar atenção, dificilmente o coroa (bom de bola) erra um passe, sempre dá prosseguimento às jogadas e quando um frangote vai em cima de vez, geralmente é surpreendido. O futebol é para todos. Vamos misturar moicano com grisalho que no final dá tudo certo. Basílio Neto apresenta o programa CIDADE.COM na Rádio Cidade www.redeesperanca.com.br. aos sábados 15h, (também falando de futebol).
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