Peril do colunista Advogado, Geógrafo, Jornalista, Radialista
PRÓXIMOS JOGOS PODEM DECIDIR OS 4 FINALISTAS
Ter, 17 de Abril de 2012 14:42
Nem mesmo Campinense e Treze com 30 pontos e faltando 3 jogos podem dormir tranqüilos. Ambos precisam, no mínimo, de 3 pontos. Paraíba e Sousa, terceiro e quarto lugares com 28 podem derrubar pretendentes, assim como Nacional, 26, Botafogo, 25, e CSP, 24, perseguem as duas vagas.
Chegar a esse prognóstico é muito fácil. Os jogos restantes para todas as equipes com chances de classificações, utilizando a lógica pelo que fizeram até o momento, podemos avaliar cada jogo e prognosticar os clubes que podem chegar entre os quatro para decisão do Campeonato Paraibano.
Pela ordem, podemos dizer que o Campinense, atual líder, joga nesta 5ª feira, na Graça, contra o CSP que também está na “briga” por uma vaga. O time rubronegro termina a fase classificatória atuando contra o rebaixado Esporte no estádio O Amigão. Uma vitória classifica.
O Treze, com 30 pontos, também tem dois jogos à cumprir: 4ª feira no Amigão contra o Nacional, também lutando por vaga na decisão, e domingo vai à Sousa enfrentar o “Dinossauro". O “Galo” tem dois jogos difíceis. Se tenciona estar no G4 tem que vencer um jogo.
O representante de Cajazeiras, Paraíba Clube, na 3ª posição com 28 pontos, tem um jogo teoricamente fácil contra o Flamengo, no Perpetão, e encerra na Graça contra o Auto. O “Dinossauro”, mesmo número de pontos do Paraíba, 28, joga 4ª feira na Graça contra o Auto (fora da disputa) e domingo no Marizão diante do Treze.
Nacional (26), Botafogo (25), e CSP (24) vão depender de seus resultados, e dos outros, para que se incluam entre os quatro finalistas. Na realidade os sérios, e favoritos, candidatos ao G4 gozam de “pseuda” tranqüilidade. O CSP, com 24 pontos, pode chegar a 30 e, obviamente, ocorrendo “zebras” nas duas últimas rodadas, o número de vitórias poderá influenciar na classificação.
Na verdade todos os sete concorrentes têm condições de chegar entre os quatro finalistas. Campinense e Treze não podem confiar demais nos 30 pontos conquistados. Precisam de mais. Paraíba e Sousa também precisam somar pontos. Nacional, Botafogo e CSP que torcem por tropeços dos favoritos não podem perder. O Auto cumpre tabela com vaga garantida em 2013, Esporte e Flamengo devem disputar a Segunda Divisão no próximo ano.
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A vitória automobilista diante do Esporte de Patos, quinta-feira, 15, no estádio José Cavalcanti, não tem contestação. Desde os primeiros minutos o novo Auto, agora comandado por Lindenor Barbosa, demonstrava radicais mudanças na estrutura tática e técnica.
As duas equipes estavam determinadas a reabilitação. O alvirrubro da capital procedia de resultados negativos e estava ocupando a “lanterninha”. Do outro lado o alvirrubro sertanejo ávido de uma vitória para apagar dois vexames seguidos, dentro e fora do JC.
Seria, portanto, a luta dos desesperados. E nesse confronto quem se deu melhor foi o “Macaco Altino” que, além de grande apresentação, deslanchou em cima do “Patinho”. O placar de 6 a 2 demonstrou melhor qualidade dos comandados de Lindenor Barbosa que começou com o pé direito.
Após a partida o clima nas hostes automobilistas era de alegria, confiança e promessa de luta para tentar chegar ao G4 que, segundo o presidente Watteau Rodrigues não será difícil. “Só nos restam mais dois jogos fora de casa. Por isso estamos vendo possibilidades de chegar ao G4”, disse o presidente.
Muita gente parecia não acreditar no novo Auto Esporte por três motivos: a chegada de reforços para solução imediata, as dispensas de Rodrigues (goleiro) e Marquinhos (lateral), e as ausências de Romarinho (atacante) e Galdino (zagueiro). A reação alvirrubra foi totalmente o contrário.
Logo no inicio da partida, aos 4 minutos, o lateral Tiaguinho mostrou que o “Macaco” estava vivo. Na sequência foi a vez de Pedro Neto. O Esporte surpreendeu com Téo diminuindo para 2 a 1. Mas, o Auto Esporte mandava no jogo e fez logo o terceiro, novamente com Pedro Neto.
Senhor das ações, embora o Esporte tentando reagir, os comandados de Lindenor Barbosa insistiam na marcação de mais gols, só que a vez foi do “patinho sertanejo” diminuir, no sufoco, com Kleber, e ficou por aí, deixando-se golear outra vez diante da sua torcida que vaiou o time no final do jogo.
Pedro Neto fez mais um, o pequenino Gil aumentou o placar e o zagueiro Márcio Paraíba finalizou a contagem. Para os pessimistas tudo aconteceu o contrário. Os novos atletas deram conta do recado e mostraram disposição de vencer na profissão; os dois dispensados não deixaram saudades; e os desfalques de momento vão ter que lutar para voltar ao time. "Foi uma reabilitação em grande estilo".
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CAMPEONATO COMEÇA COMPLICADO COM VETOS, INTERVENÇÃO, DESENTENDIMENTOS E INSINUAÇÕES
Qua, 08 de Fevereiro de 2012 18:39
O Campeonato Paraibano não teve um bom começo. Estádios vetados, outros liberados de última hora, agressões, insinuações e intervenção deram a tônica inicial de uma competição que há muito tempo não vem correspondendo a expectativa.
Nos preparativos para definição da disputa, os primeiros obstáculos. Como de praxe entrou em cena o Ministério Público vetando cinco dos sete estádios disponíveis, fato que desagradou plenamente por serem, os vetados, salvo o PV que pertence ao Treze, praças esportivas pertencentes a órgãos púbicos.
Tomando por base a Lei Pelé, no que diz respeito à segurança, estrutura dos estádios, comodidades e meios de informações, o Ministério Público entrou na jogada e atuou, como nos anos anteriores, vetando a maioria dos estádios. Corre daqui, corre dali, o tempo foi passando. E nada!
Almeidão e Graça em João Pessoa, Amigão e PV em Campina Grande, e Perpetão em Cajazeiras, receberam o “não” faltando poucos dias para o inicio da competição (5 de fevereiro). Foi uma correria danada dos órgãos responsáveis na tentativa de atender as exigências da Lei.
De um lado o Governo do Estado garantindo entregar os estádios, sob sua responsabilidade, em condições – Amigão, Almeidão e Perpetão. De maneira “mágica”, atendendo mais uma vez o velho e conhecido Termo de Ajustamento de Conduta, Perpetão e Amigão foram liberados.
O estadinho de Graça, em João Pessoa, pertencente a Prefeitura da Capital, também se encaixou no TAC. Almeidão (do Governo do Estado) e PV (do Treze) ficaram para o segundo TAC. Ninguém sabe quando. Aprovados sem interferências apenas Marizão (Sousa) e JC (Patos).
Mesmo assim, com problemas de vetos, mudanças de locais e datas, e ameaça de intervenção, o Campeonato começou. Como era esperado um início de competição sem perturbação, mesmo complicado diante dos acontecimentos anteriores, teve a primeira rodada problemática.
O Auto não jogou contra o Esporte por força de decisão da FPF que não regularizou seus atletas. O jogo entre Nacional e Sousa, em Patos, vem sendo alvo de críticas e insinuações além do “bafafá” envolvendo o 4º árbitro e o gandula que protagonizaram atos inusitados no futebol.
O principal confronto da 2ª rodada está marcado para FPF x Auto Esporte. De um lado a ameaça de intervenção com alegação de irregularidade na diretoria automobilista. Do outro o filiado alegando perseguição e prometendo recorrer a Justiça Comum. Vem mais novidades por aí!
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Todos os anos quando se fala em início do Campeonato Paraibano surgem problemas nos estádios. Isso vem acontecendo há muito tempo e é sempre dado um jeitinho para que a competição se realize com a promessa de providência futura. Entrava em campo a tal “ajuste de conduta” e salvava a competição, mesmo contrariando o Ministério Público.
O Dr. Valberto Lira, Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Cidadania e Direitos Fundamentais do Ministério Público da Paraíba, tem razão ao impor cumprimento da Lei e exigir que sejam feitas adequações nos estádios para que venham ser liberados para jogos do Campeonato Paraibano.
Integrei a Comissão de Vistoria dos Estádios de Futebol em algumas oportunidades representando a crônica esportiva. Nos meus relatórios vetava alguns estádios que não se encontravam em reais condições como exigia Lei Pelé. Mas havia sempre o jeitinho de liberar com promessa de realização de serviço com a competição em andamento. Nada era feito e tudo passava para o ano seguinte.
O próprio Dr. Valberto Lira, Promotor de Justiça, sentiu essa dificuldade em fazer cumprir a Lei. Pedidos de um lado, de outro, “ajustes de condutas”, etc, sempre se colocaram entre a ação direta de cumprir e não cumprir obrigação. Agora parece que chegou a vez. O Coordenador de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Cidadania e Direitos Fundamentais do Ministério Púbico da Paraíba quer a solução: joga ou não joga.
Não adianta ficar protelando ações corretivas. A cada dia o perigo aumenta, isto em relação à estádios que, em suas estruturas, oferecem perigo ao torcedor e todos que integram o espetáculo de futebol. Faltou, com certeza, uma ação mais rápida, eficaz, e lógica, da Entidade que comanda o futebol paraibano de, em tempo hábil, tomar as devidas providências a respeito do caso evitando, assim, problemas futuros.
Os clubes fizeram investimentos visando o início do Campeonato na primeira semana de fevereiro de 2012. Obviamente que os novos atletas assinaram contratos a partir de janeiro, ou fevereiro, com distratos no mês previsto para o encerramento, o que pode, caso não seja iniciado o Campeonato na data previamente determinada, gerar problemas de condições de jogo se necessária mudança no calendário.
O bom senso deve prevalecer nessa reunião programada. Prevalecer sem ferir direitos. A Promotoria de Justiça já entendeu que “ajuste de conduta” não resolve. É feita a promessa, porém “o santo não recebe”. Não quero determinar que esse ou aquele estádio esteja sem condições. Os membros da CVEFP (Comissão de Vistoria dos Estádios de Futebol da Paraíba) são idôneos e podem retratar a verdade.
Bom senso também no problema contratação. Os clubes não podem ficar no prejuízo satisfazendo decisões negativas que não deveriam acontecer. A FPF, responsável pela elaboração do calendário esportivo, deve ter a solução caso seja obrigada iniciar o Campeonato em outra data, contrariando acordos contratuais entre clubes e atletas. O que não pode é, à cada ano, nossos estádios serem pivôs desses desentendimentos.
Os estádios de futebol da Paraíba, Almeidão, Graça, Amigão, Presidente Vargas e Perpetão, foram vetados pelo Promotor de Justiça, Dr. Valberto Lira, para jogos pelo Campeonato Paraibano, Série C e D do Brasileiro. A autoridade maior no Estado, que controla liberação dos locais de jogos, não gostou da insubordinação de um clube paraibano que jogou no Amigão, domingo, quando o mesmo estava desautorizado para esse fim Ele quer saber quem autorizou. Para tanto notificou o Secretário de Esporte e Lazer do Estado para dar explicações.
“Estão brincando com a cor da chita”. Há alguns anos que a coisa vinha sendo tratada no “banho Maria”. Havia o tal “Termo de Ajustamento de Conduta” que quebrava o galho. Aquela medida judicial dava continuidade a competição. No entanto abusaram em demasia do “jeitinho brasileiro” que a Justiça resolveu entrar na parada, em definitivo, e “bater o martelo”. Estádios Almeidão e Graça (João Pessoa), PV e Amigão (Campina Grande), e Perpetão (Cajazeiras), estão vetados e vão ter que cumprir exigência... JÁ!
Essa medida não é boa para nossos clubes que nada têm a ver com os problemas estruturais do Campeonato. Problemas que, acredito, dizem respeito a FPF, Governo do Estado e Prefeituras. A Federação organiza o Campeonato, dita regras e confecciona tabela. O Governo do Estado se obriga oferecer condições para que se fomente a prática do esporte, assim como as Prefeituras. Se não fazem o que determina a lógica, claro que vai sobrar para alguém. O clube que assume responsabilidade de manutenção de seus elencos e compromissos contratuais é que vai “pagar o pato”.
É público e notório, em nosso Estado, que os clubes contratam atletas no limite de datas. A Lei Pelé obriga contrato mínimo de três meses (90 dias). A CBF faz o seu calendário e determina que todos os Campeonatos Regionais estejam concluídos antes do início do Brasileiro. Se nossa competição estava marcada para ter seu início em 5 de fevereiro e término em junho ou julho, os contratos são firmados dentro desse período. Se não começar na data prevista certamente não haverá tempo para o término da competição em obediência ao calendário.
Todos os clubes, na fórmula de disputa apresentada, vão ter de cumprir calendário contratual, salvo tenham feito contratos acima do tempo mínimo. Mas essa não é uma prática comum no nosso futebol, com raríssimas exceções. Com dinheiro curto, fracas arrecadações, o prejuízo financeiro para os investidores não irá minimizar problemas de renovações de contratos após o encerramento de seus vínculos com atletas. A Lei não permite “uma esticadinha” de contrato por mais alguns dias. Tem que ser por, no mínimo, três meses como está na Lei Pelé.
Eu, particularmente, fico torcendo para que os responsáveis pelos cinco estádios, dos sete que temos em disponibilidades, em tempo hábil atendam o que exige a Lei, cumpram todas as metas determinadas pelo Promotor de Justiça e que os reparos à serem feitos, detectados pela Policia Militar, Corpo de Bombeiro, CREA, sejam realizados de maneira que nossa competição tenha seu início dentro do calendário previamente determinado pela FPF em atendimento as exigências da toda poderosa Confederação Brasileira de Futebol. O “Jeitinho brasileiro acabou”. Caso contrário vamos ter um Campeonato disputado em dois estádios: Marizão, em Sousa, e José Cavalcanti, em Patos. (P/P Adamastor Chaves)
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Quem não se lembra do sucesso que o Campeonato do Nordeste fez ao ponto de despertar ciúmes em outras regiões do País, como o Sul, Norte, Sudeste, Centro-Oeste, Norte, que tiveram as mesmas oportunidades e não conseguiram decolar obrigando a CBF parar com as competições regionalizadas. E foi o que fez a “bendita” Confederação Brasileira de Futebol, pelo seu presidente Ricardo Teixeira, com intransigência, inclusive, de que fosse retirada a Justiça uma ação contra a Entidade por “brecar” a competição que deu certo. Isto na segunda edição do Nordestão. Ação retirada, CBF se livra de indenização e o tdorneio voltou apenas um ano. Uma edição.
Os clubes Nordestinos, dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, integrantes do Nordestão, se envolveram de tal maneira que nem sequer faziam alusões a participações no Campeonato Basileiro das Séries A, B, C. O Nordestão estava em evidência e dava a demonstração de ser a redenção do futebol nordestino. Mas o ciúme, incompetência ou vontade de se sobrepor ao Nordeste, eis que, do Sul ao Norte, menos o Nordeste, todos se voltam contra o sucesso daqui, em detrimento do fracasso de lá.
Como outras regiões são fortes junto a CBF, visto que o Nordeste só é muito bom na hora do voto, na CBF (10), unidas forçaram a Entidade brasileira do futebol a não oficializar a realização do Nordestão com desculpa ainda hoje não bem explicada. Parou a competição que, com essa atitude da CBF, causou grandes prejuízos aos clubes nordestinos. Com isso os clubes decidiram entrar na Justiça, primeira a desportiva e em seguida a Comum. A ação vigorou contra a CBF que, posteriormente, fez o jogo sujo de obrigar a retirada da ação com a volta da competição.
Os clubes foram na “onda”. A competição voltou, sem nenhuma ajuda da Entidade brasileira do futebol que, passada uma temporada, veio novamente a proibição. E aí está rolando o “vai e volta”. Agora, envolto em complicações de falcatruas, investigadas pela PF, Interpol, etc, o Sr. Ricardo Teixeira, novamente querendo o apoio de todos na tentativa de reverter o “quadro sujo” em que se meteu, tenta reorganizar o ciclo de favores para tirar onda de bom moço. Promete que o Nordestão vai voltar em 2013 e terá duração até 2021, extamente oito anos, tempo em que venha durar a sua renovação no comando do futebol brasileiro.
Acho que os clubes deviam fazer primeiro com que o Sr. Ricardo Teixeira consiga se livrar da “embrulhada” que se meteu para, e depois viabilizar a volta do Nordestão sem comprometimentos. Se ontem ele interrompeu a caminhada do sucesso, depois fez voltar e em seguida ordenou parar novamente, hoje reúne reais condições de oferecer de volta a competição para que dessa ordem tire proveito jurídico. O Nordeste merece maior atenção. Já se foi o tempo em que o nordestino servia apenas para edificar outras regiões, deixando de lado a sua. Hoje somos fortes, e como tal merecemos respeito.
STJD COMPLICA, MODIFICA, E NÃO JUSTIFICA A MANUTENÇÃO DA “MUTRETAGEM” CEARENSE
Sex, 04 de Novembro de 2011 09:05
Impressionante como os senhores julgadores do STJD, que nada mais é que Superior Tribunal de Justiça Desportiva, decidem a sorte de clubes, dirigentes e atletas. Não estão nem aí para o que venha acontecer amanhã. É o que pensa, e assim tá decidido. No caso Fortaleza e CRB, que todos viram e ouviram ter havido “mutreta” para classificar o time cearense, os “senhores julgadores” juram de pés juntos que nada de anormal ocorreu naquela partida.
Até que concordo na tese de que nada houve de anormal. Ora! Se não aconteceu nada fora do normal, o jogo transcorreu dentro da legalidade, a vitória cearense foi justa, honesta, na raça, técnica e oportunismo, por que, então, no primeiro julgamento os citados clubes foram punidos com multas e alguns jogadores por participações no episódio? O que fizeram esses “inocentes” para receberem injustas punições da mais alta Corte Julgadora do desporto brasileiro?
Eu só queria entender! O Campinense, através da sua diretoria, entendeu que houve erro de decisão do STJD e, obviamente, foi em busca do seu direito. “Se o STJD puniu os dois clubes, Fortaleza e CRB foi, com certeza, porque algo de anormal ocorreu naquela partida, situação essa interpretada pelos senhores julgadores. Atos de indisciplinas, com a bola rolando, não houve registro em súmula. A “mutretagem” entre os dois clubes, praticadas por alguns atletas “encomendados”, como ficou provado, foi na base do “pé de ouvido”. Alguém viu e ouviu...
Tão provado o ato da “maruagem” que o STJD decidiu punir Fortaleza e CRB com multas de 25 mil reais para cada um e, além disso, o atleta Carlinhos Bala como “emissário” declarado. O Campinense não perdeu tempo e, fundamentado na decisão anterior de que o STJD punira clubes e atletas por “algo errado” que teria acontecido, foi que correu atrás da anulação da partida, no mínimo, ou desclassificação das duas equipes “mutreteiras”.
O danado é que o STJD, pra mostrar que manda e desmanda, certo ou errado, decidiu não reconhecer o recurso do Campinense, manter o resultado da partida, e dar por encerrada a “tramóia”. Eu até ficaria calado se, por ventura, nesse segundo e último julgamento, o STJD tivesse mudado completamente o voto anterior tirando dos clubes a obrigação do pagamento das multas e absolvição completa dos jogadores. Mas, manter a multa pecuniária, reduzindo-a de 25 para 20 mil reais, foi o mesmo que reconhecer que realmente houve “tramóia” na partida.
Infelizmente não temos defensor direto. Ninguém se importa pelos seus filiados e a prova está clara. Nenhuma movimentação partiu de nossa Federação em defesa declarada ao Campinense. Situação bem diferente da Federação Acreana de Futebol que, na primeira tentativa de tirar o direito do seu filiado o seu presidente foi em busca de meios para “travar” pretensões de terceiros. E conseguiu. O time do Acre vai disputar a Série C do próximo ano, vaga que estava sendo pleiteada pelo Treze que, assim como o Campinense, não recebeu apoio para seguir em frente na busca de suas pretensões lógicas, legais e reais.
VASCO DE SOSSEGO GOLEIA O VILA NOVA E GARANTE CLASSIFICAÇÃO ANTECIPADA
Seg, 12 de Setembro de 2011 22:05
Com 11 pontos ganhos e dividindo a liderança do Grupo B da Copa Seridó-Curimataú com o Cuité EC, o Vasco de Sossego, faltando duas rodadas para o término da fase de classificação, garantiu passagem para a fase seguinte ao golear o Vila Nova, representante de Nova Floresta, pelo elástico marcador de 6 a 1. Sales 4 e Johnine 2 marcaram para o time cruzmaltino, descontando Jean para os vilanovenses.
O jogo foi realizado no campo do Vasco, em Sossego, “O Biduzão”, diante de excelente público, principalmente as torcidas organizadas femininas do Vasco que incentivaram os comandados de Roberto Sousa, fazendo estréia no comando vascaíno em substituição a Manoelzinho Bezerra que entregou o cargo depois da derrota para o Cuité EC, em Cuité, por 4 a 1, no estádio Jeremias Venâncio.
O Vasco foi superior todo o tempo regulamentar de jogo. A dupla ofensiva, Sales e Johnine, infernizaram a vida dos vilanovenses com jogadas rápidas, dribles desconcertantes e seis gols marcados. O novo treinador mudou o esquema de jogo e deu certo. Logo nos primeiros minutos já era patente a superioridade vascaína, da defesa ao ataque. Os gols foram surgindo normalmente, até se consumar a goleada.
Sales fez 1 a 0, aos 5 minutos, depois de dar um chapéu no goleiro e tocar para o gol livre. Novamente Sales, aos 16 minutos, ampliou para 2 a 0 ao completar, com êxito, passe de Johnine. O mesmo Sales fez 3 a 0 aos 39 minutos, novamente completando jogada iniciada por Reinaldo, troca de passes com Mágno, e lançamento de Johnine. O quarto gol foi de johnine em jogada individual, aos 5 minutos do segundo tempo.
Configurada a goleada ficou fácil para os vascaínos chegarem ao placar de 6 a 0. Johnine, aos 11 minutos do tempo final, aproveitando passe de Sales, fez o quinto gol, e novamente o goleador da tarde, e artilheiro da Copa, Sales, aos 21 minutos, fez o seu quarto gol na partida e sexto do Vasco. No finalzinho, aos 39 minutos, o Vila Nova, através de Jean, aproveitdando desinteresse dos jogadores vascaínos pelo minutos finais, marcou o gol de honra vilanovense.
No final do jogo o capitão vascaíno, Sales, reuniu todo o time no centro do campo, convidou o ex-treinador Manoelzinho Bezerra, e foi oferecida a vitória ao ex-comandante numa prova do carinho que todos têm por ele e pelo seu trabalho enquanto treinador. ”Infelizmente Manoelzinho não teve mais como continuar com a gente. Suas atividades profissionais fizeram com que ele nos deixasse. Por isso lhe homenageamos com a vitória, mesmo por que ele merece continuar entre nós”, disse o capitão Sales.
Zé da Telpa, de Baraúnas, dirigiu a partida com bom trabalho. A disciplina imperou em campo e nenhuma expulsão foi registrada. O Vila Nova sofreu tremenda goleada, mas não apelou, reconhecendo a superioridade adversária. Ricardo e Boca foram os desfalques do Vasco que, no entanto, teve o retorno do “polivalente” Reinaldo, outro destaque no setor de armação juntamente com Chico Queiroz e Mágno.
No próximo domingo, 18, em Picuí, diante da Seleção Limeira, o Vasco defende sua liderança por pontos. No jogo anterior, em Sossego, as duas equipes não passaram do zero a zero. O adversário ainda não venceu. Em seis jogos empatou cinco vezes e perdeu uma. Está sem vencer até a 7ª rodada da fase classificatória. Roberto Sousa terá os retornos de Boca e Ricardo e a dúvida no aproveitamento do excelente zagueiro Dimas que deixou o campo sentindo fortes dores no dorso do pé direito. “Vou fazer tratamento durante a semana. Não quero perder esse jogo em Picuí. Saí de campo para não agravar a contusão”, disse Dimas.
O Vasco jogou e venceu com Renilson., Juninho, Júnior Gomes, Dimas (Nil) e Fabiano., Chico Queiróz, Ozéas (Marivan), Mágno e Reinaldo., Sales e Johnine. Técnico: Roberto Sousa. O Vila Nova perdeu com Porca., Doda, Beto (Pethiê), Pepeta e Biu., Jean, Mailson, Denílson e Gilmar., Fábio e Bodinho. Técnico: Beto Floresta.